“Considero as acusações como ridículas, é um expediente que o Presidente tem estado a usar desde 1979 de tentativas de golpe para reforçar o seu poder pessoal. E desta vez caiu no erro de acusar jovens que, ainda em 2013, em entrevista que deu à SIC, acusou de serem jovens frustrados e hoje são estes mesmos jovens frustrados que acabaram com imagem do Presidente porque ficou visível para o mundo que ele está a prender por lerem livros, por pensarem”, começou por dizer Rafael Marques.


“Diz-se também aqui [na nota de acusação] que eu próprio [Rafael Marques] daria uma palestra com o tema ‘Como aproveitar a queda do preço do petróleo para derrube da ditadura’. Nunca nenhum jovem me contactou, nunca falei sobre o assunto com ninguém, nem sequer sabia que estes cursos/seminários estavam a ter lugar, de modo que isto é uma fabricação bastante tosca por parte dos órgãos de segurança e do próprio poder judicial”, afirmou.


 “Foram cumpridas as leis processuais em Angola, foram respeitados os prazos que estipulam os códigos processuais angolanos. Se o caso cabe na alçada criminal, penal, ou não, isso é o que têm de dizer os tribunais. A justiça até agora cumpriu a missão que lhe era dada ao poder judicial, agora temos que esperar que o tribunal resolva”, sublinhou o embaixador.