O deputado único do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) afirmou, nesta segunda-feira, que será "responsável" quanto ao Orçamento do Estado de 2017, apelando ao mesmo sentido de responsabilidade por parte de todos os partidos, após a audiência com o Presidente da República.

É extremamente necessário que, neste momento de dificuldade que possa existir, haja responsabilidade por parte daqueles que são os partidos que fizeram esta solução governativa e também daqueles que são os principais partidos da oposição, que se dizem responsáveis", afirmou André Silva.

Marcelo Rebelo de Sousa está hoje a receber os partidos com assento parlamentar e ouvirá ainda os diversos parceiros sociais até quarta-feira para uma análise da situação política do país. Depois do PAN, o Chefe de Estado reúne com os representantes de PEV, PCP, CDS-PP, BE, PS e PSD.

O Orçamento ainda não foi apresentado. Não estamos com todos os dados em cima da mesa. O PAN é um partido responsável e, na altura própria, se for chamado a decidir dará uma resposta responsável", continuou o parlamentar do PAN.

Para o PAN, em jeito de balanço da sessão legislativa, destaca-se "alguma estabilidade que existe nesta solução governativa" de PS, BE, PCP e PEV.

Há, agora, neste terceiro trimestre, obviamente, um desafio acrescido relativamente à aprovação do orçamento, que terá como cenário algumas dificuldades por parte da Comissão Europeia, por via das sanções", bem como dos previsíveis "reforços de capital no setor bancário", alertou.

A Comissão Europeia vai propor ao Parlamento Europeu a suspensão de alguns dos 16 fundos estruturais em Portugal, que são financiados por Bruxelas, como sanção por não ter sido respeitado o limite do défice público de 3% do PIB, depois de um "diálogo estruturado".

André Silva disse ainda ter conversado com o Presidente da República sobre um "grave problema" que é a "recessão ecológica", adiantando ir apresentar em outubro no parlamento um "pacote de medidas ambientais para fazer face a alguns problemas que o país vive".