O líder do movimento Alternativa e Responsabilidade (AR), Filipe Anacoreta Correia, elogiou este domingo o «exercício de grande liberdade» de Luís Nobre Guedes, que perdeu a eleição para presidente do Conselho Nacional do CDS-PP.

«Foi uma derrota, mas foi muito positivo da parte dele, um exercício de grande liberdade», afirmou Anacoreta Correia, cujo movimento AR propôs o antigo número dois de Paulo Portas à presidência da mesa do Conselho Nacional, em lista adversária à da direção.

A lista da direção, encabeçada por Telmo Correia, conseguiu 82,9 por cento dos votos, derrotando a lista do movimento AR - tendência crítica da direção - que propunha para o cargo Luís Nobre Guedes e que conseguiu 15,6 por cento dos votos.

A lista daquele movimento elegeu 9 lugares no Conselho Nacional - o 'parlamento' do partido -, menos três do que no anterior Congresso, e uma terceira lista com elementos próximos do anterior presidente José Ribeiro e Castro conquistou três assentos no órgão máximo entre Congressos. O Conselho Nacional aumentou de 65 para 70 membros no atual Congresso.

Para Filipe Anacoreta Correia, os resultados obtidos constituem «um sinal contido que vai permitir no futuro ter uma presença de contribuição para o partido ser mais forte».