O valor estipulado pelo Governo como objetivo de poupança com as rescisões amigáveis com os professores eram os 93,3 milhões de euros. O objetivo que está inscrito no Orçamento do Estado já foi «largamente ultrapassado»: aos serviços já chegaram mais de 2600 pedidos.

A informação foi avançada pelo secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, no final da reunião de hoje com a Federação Nacional de Professores. O encontro foi dedicado às negociações relativas ao concurso de vinculação extraordinário.

O Governo inscreveu no Orçamento do Estado para 2014 estimativas de poupança na ordem dos 197,6 milhões de euros, para o programa de Ensino Básico e Secundário e Administração Escolar. Desse valor, cerca de 93 milhões estão enquadrados em estimativas relacionadas com as rescisões amigáveis com os professores.

O prazo para aderir ao programa de rescisões terminava hoje, mas foi alargado até dia 30 de junho, tendo em conta «a procura que teve por parte dos professores, principalmente no mês de fevereiro», esclareceu o secretário de Estado.

De acordo com Casanova de Almeida não há qualquer objetivo monetário a atingir com o alargamento do prazo por mais quatro meses. O secretário de Estado acrescentou ainda que não tem qualquer indicação de idade média, grupos de recrutamento e tempo de serviço dos professores que manifestaram interesse no programa de rescisões.