Por: tvi24 / PP | 12- 3- 2010 18: 55
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reconheceu esta sexta-feira que a barragem do Alqueva, inaugurada há quatro
anos, ainda não se traduziu nos benefícios para os alentejanos que se desejava, escreve a Lusa.
«O Alqueva ainda
não se traduziu nos benefícios que nós gostaríamos para os alentejanos», admitiu Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas
em Moura, onde começou a quarta jornada do Roteiro para a Juventude.
Lembrando que a decisão de construir a barragem
do Alqueva foi tomada por si em 1993, quando exercia o cargo de primeiro ministro, Cavaco Silva confessou ter parado no Alqueva
quando ia a caminho de Moura para ver a barragem na cota máxima.
«Nunca tinha visto aquela barragem na cota máxima»,
salientou, sem deixar de recordar que houve quem dissesse que aquela cota nunca seria atingida no Alqueva.
Contudo,
continuou o chefe de Estado, que aproveitou a paragem da barragem para falar com responsáveis da EDIA, até hoje a água da
barragem não chega aos campos alentejanos para ajudar a irrigação das terras.
«Disseram-me que em 2011 estará tudo
em andamento para que o Alqueva resulte verdadeiramente em benefício dos agricultores do Alentejo e não seja apenas uma fonte
de produção elétrica», adiantou ainda o chefe de Estado, confessando que coloca nessa promessa «aquela dose de esperança que
é preciso».
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