O novo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Macieira Fragoso, afirmou hoje esperar que a Marinha continue a proteger os interesses de Portugal no mar, após ser empossado no cargo, numa cerimónia no Palácio de Belém.

«Agradeço a confiança que o Governo e o Presidente da República, como Comandante Supremo das Forças Armadas, em mim depositou e espero permitir que a Marinha continue a cumprir aquilo que sempre fez ao longo da sua longa existência que é proteger os interesses de Portugal no mar», declarou Macieira Fragoso, numa declaração à imprensa, no final da cerimónia da posse.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, o ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco e a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d`Oliveira Martins, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves e os chefes dos ramos militares assistiram à cerimónia.

No passado dia 06, questionado sobre a nomeação de Macieira Fragoso, o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco disse à Lusa que o nome fazia parte de uma «short-list» que apresentou ao Presidente da República, a quem cabe nomear os chefes dos ramos militares.

Na mesma ocasião, Aguiar-Branco disse que Macieira Fragoso «dá todas as garantias» do cumprimento das prioridades do Governo para a Defesa, em particular a reforma 2020, que visa o redimensionamento das Forças Armadas, prevendo a redução de efetivos.

«Nós temos uma reforma em curso, que é a reforma 2020 e como é óbvio é uma reforma que está a ser acompanhada diretamente por todas as chefias militares», afirmou, acrescentando que o novo CEMA, «como é óbvio, está convergente» com os objetivos da reforma.

Macieira Fragoso substitui na chefia da Armada o almirante José Saldanha Lopes, que tomou posse em novembro de 2010, depois de ter desempenhado vários cargos na NATO e de ter comandado a fragata «Corte Real».