O antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, a antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, foram algumas das figuras públicas que esta quarta-feira de manhã prestaram homenagem, em Lisboa, a Almeida Santos.

Jorge Sampaio quis ir à Basílica da Estrela, em Lisboa, prestar as últimas homenagens ao “querido amigo” e ao “grande português” que foi António Almeida Santos e em “todas as frentes em que se manifestou”, quer “como pessoa, homem de cultura, grande político, jurista legislador”.

“É uma grande personalidade que desaparece, é uma enorme saudade e sobretudo uma pessoa de grande carinho para com todos”, salientou o antigo Presidente da República à entrada do templo onde, desde terça-feira, esteve o corpo do presidente honorário do PS em câmara ardente.

Jorge Sampaio aproveitou para também fazer uma homenagem à família, com destaque para a esposa de Almeida Santos, Margarida Almeida Santos.

Também a antiga presidente do PSD Manuela Ferreira Leite recordou o presidente honorário do PS, com quem “criou uma relação de amizade” e “profundíssima admiração”.

“Foi realmente um senhor não só na política como na vida e por isso não poderia deixar de lhe prestar esta homenagem”, salientou, em declarações à Lusa.

Manuela Ferreira Leite frisou que “é a perda de uma pessoa que desempenhou um papel absolutamente determinante, não só na construção da nossa democracia como no exemplo que deu na vida com a sua maneira de ser”.


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou que a sua presença na Basílica da Estrela significa “um ato de solidariedade” e de apresentação de condolências ao PS e à família do presidente honorário do PS que morreu segunda-feira, aos 89 anos.

“Almeida Santos deu uma contribuição muito importante na luta antifascista, teve altas responsabilidades como ministro e presidente da Assembleia da República e, para além disso, eu tinha com o doutor Almeida Santos uma relação muito afetiva mesmo em grandes momentos de divergência e de conflitualidade, sempre mantivemos esse relacionamento até aos últimos dias da sua vida”, referiu.

Por sua vez, o presidente do Tribunal Constitucional, Joaquim Sousa Ribeiro, salientou a qualidade de António Almeida Santos “como jurista que lhe permitiu ser um dos obreiros principais da arquitetura normativa do Estado democrático”.

“Foi uma pessoa que teve uma vida cheia em vários e dimensões, em todos eles granjeou simpatia e admirações de todos os quadrantes e eu queria destacar o seu papel enquanto antigo presidente da Assembleia da República, teve um exercício muito prestigiante”, frisou.

Durante a manhã passaram pela Basílica da Estrela, para além de familiares e amigos, personalidades de todos os quadrantes políticos, da justiça, finança e até do meio artístico.

O corpo do presidente honorário do PS será cremado hoje no cemitério do Alto de São João, também em Lisboa, pelas 14:00.