O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, disse este domingo que os socialistas são os únicos capazes de derrotar a direita nas europeias, reclamando o voto no PS a 25 de maio para uma nova «esperança e futuro» para Portugal.

«Se queremos mudar, e temos necessidade de mudar, temos de votar no PS porque é o único partido que pode derrotar a direita», declarou Alberto Martins em Viana do Castelo, intervindo num comício dos socialistas na localidade e antecedendo um discurso do cabeça de lista socialista às europeias, Francisco Assis.

Para Alberto Martins, um voto na coligação formada por PSD/CDS-PP é «o voto no empobrecimento, na desagregação social, na destruição do Estado social».

«Quem quer que isto continue, que Portugal continue para pior, já sabe em quem votar», advertiu, apontando críticas também a PCP e Bloco de Esquerda, partidos «que têm de pensar e saber quem é o inimigo, quem é o adversário político».

«É a altura já de [PCP e BE] darem a volta aos erros cometidos. Eles quando votaram a favor de uma moção de censura ao governo do PS abriram a porta a esta direita. Esta direita entrou para o governo pela mão do BE, PCP e dos partidos de direita. Temos de dizer muito claramente: assumam as suas responsabilidades», sublinhou o líder parlamentar dos socialistas.

Se o adversário político «está à direita», acrescentou ainda, PCP e BE têm de perceber que «os objetivos de conquista de votos próprios são legítimos» mas quem tem real capacidade de «derrotar a direita, de a vencer, o único que tem capacidade de a vencer autonomamente é o PS».

Sobre a lista socialista que concorre ao Parlamento Europeu, Alberto Martins descreveu-a como de «elevadíssima qualidade» e teceu rasgados elogios a Francisco Assis, «uma das grandes figuras do PS, um homem superior, uma grande figura da política nacional».

O PS, diz o seu líder parlamentar, tem consciência de que «é preciso um novo papel para a Europa», e esse é um combate que tem de ser travado.

«Este combate relativamente a uma nova Europa é necessariamente um combate por uma nova e profunda mudança em Portugal», disse o antigo ministro da Justiça.

Alberto Martins defendeu a ideia de que a disciplina orçamental pode conviver com a «dinamização da economia e o crescimento», declarando que Portugal tem de ter uma saída «em absoluto» do programa de ajustamento, concluído com uma «forte herança negativa».

Referindo-se à carta de intenções de Portugal para com a troika, o parlamentar socialista mostrou preocupação com os compromissos do Estado português «para o futuro» do país, temendo o que será referido na missiva em matéria de «sacrifícios, pensões, salários, cortes no Estado, nas retribuições públicas e privadas, daquilo que de provisório se transforma em definitivo».