O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, solicitou esta quarta-feira ao Governo da República, «um tratamento igual para os cidadãos da Madeira, em relação aos cidadãos dos Açores, em matéria de transportes aéreos».

Um nota divulgada esta quarta-feira pelo Gabinete da Presidência do Governo Regional, dá conta que «o Governo Regional da Madeira manifestou a sua estupefação pela não aceitação, ao longo dos últimos anos, das propostas da Região que visam aperfeiçoar o serviço aéreo aos madeirenses e porto-santenses, como também pela incapacidade da tutela em intervir na presente situação na TAP».

O presidente do Governo pede que «os portugueses da Madeira sejam esclarecidos por quem de direito, sobre o tratamento discriminatório, favorável aos Açores que, ao longo do tempo, vem beneficiando o referido arquipélago».

O presidente do Governo dos Açores anunciou sexta-feira um acordo com o executivo nacional que prevê a liberalização das ligações aéreas entre o continente e duas ilhas do arquipélago e a diminuição para metade das tarifas para residentes.

Segundo revelou Vasco Cordeiro, numa conferência de imprensa, as novas Obrigações de Serviço Público (OSP) nas ligações aéreas entre os Açores e o resto do país (continente e Madeira), negociadas com o Ministério da Economia, preveem a liberalização das rotas entre Lisboa e o Porto e as ilhas de S. Miguel e a Terceira.

O novo modelo de OSP, que o executivo açoriano espera que esteja em vigor no verão de 2015, prevê também mudanças nas tarifas para residentes nos Açores e estudantes das ilhas.

Assim, os residentes passam a pagar, no máximo, 134 euros para ir ao Porto ou a Lisboa, sendo este o valor final, ou seja, de ida e volta e já com todas as taxas incluídas. Para ir à Madeira, o preço será 119 euros.

Os estudantes dos Açores no continente passam a pagar, no máximo, 99 euros nos voos entre o arquipélago e Porto e Lisboa e 89 no caso de voarem para a Madeira.

Na Madeira, os preços das tarifas aéreas dependem da época e do espaço temporal em que é feita a compra, custando muito mais sendo adquirida no dia ou na véspera da viagem.

O residente beneficia, no entanto, de um subsídio de mobilidade de 60 euros para uma viagem de ida e volta para o continente.