O presidente do Governo Regional da Madeira afirmou esta terça-feira que o «regime político em Portugal» é «um escândalo», criticando a «incapacidade» que revela para resolver o problema da TAP.

«O regime é um escândalo!», escreve Alberto João Jardim num artigo de opinião publicado esta terça-feira no matutino Jornal da Madeira.


Segundo Jardim, «toda esta perturbação que a ameaça de greve da TAP lançou» sobre os madeirenses revela «a incapacidade deste regime político português que nos suga permanentemente, bem como um Estado incompetente ao qual andamos entregues há demasiado tempo», considerando que acontece «há demasiados séculos».

O líder madeirense opina que a situação da TAP nunca foi resolvida, embora «constitua um problema grave desde o 25 de Abril, por causa das hesitações políticas dos sucessivos Governos da República Portuguesa, bem como da covardia política».

Jardim censura o que classifica de política de «porreirismo» e «não haver coragem para enfrentar como deve ser os problemas que lesam seriamente os portugueses».

Para o líder insular, «na TAP foi sempre consentida a indisciplina financeiramente desastrosa, a chantagem inadmissível, e o protelamento das decisões que se impunham», tudo devido ao «eleitoralismo que todos nós [portugueses], andamos a pagar há decénios».

«É o Estado que Portugal grama. É o regime que a ‘plebe democrática’ aplaude, embora protestando por pagá-lo», sublinha.


O chefe do executivo madeirense critica «os cinco partidos do regime, instalados na Assembleia da República», porque não querem «mudar seja o que for (…) embora hipocritamente barafustando ou falando de ‘reforma do Estado’».

«Essas cinco organizações, em tempos respeitáveis, jamais quiseram saber o que de grave se passava e se passa na TAP, paga pelos Portugueses. Todos fecham os olhos e ninguém levanta os inquéritos que se impõem», aponta.


Jardim conclui que «tudo vai continuar na mesma, porque é mais cómodo não arriscar a pele, nada fazer e repetir à guisa de consolo: é a lei, é a Constituição».