O presidente da Comissão Política Regional do PSD da Madeira pediu este domingo «juízo» nas eleições internas de 19 de dezembro, caso contrário ameaça regressar como «um jovem de 19 anos».

Alberto João Jardim fez este «apelo» na sessão de encerramento do XX Congresso Regional da JSD-Madeira que hoje reelegeu Rómulo Coelho para presidente da organização.

O PSD-M tem eleições internas a 19 de dezembro e para as quais já tem cinco candidatos e congresso regional a 10 de janeiro de 2015, altura em que será aclamado o novo líder do partido que sucederá a 38 anos de liderança de Alberto João Jardim.

«Vamos ter eleições internas no partido, não vamos discutir quantos são ou quantos não são, cada um exerce os seus direitos, eu só peço à JSD uma coisa que é serenidade», disse.

Alberto João Jardim lembrou que as eleições internas são «uma questão de consciência individual, o voto é secreto e é a consciência de cada um que vai definir».

«Eu acredito na consciência dos que estão no PSD e, portanto, eu tenho fé que as coisas vão correr bem e que a JSD vai ajudar que isto corra em clima de serenidade e que após as eleições internas, quem ganhar, exista um clima de unidade», vaticinou.

«E, se não houver um clima de unidade, a JSD tem de estar preparada porque, se der para o torto, vamos ter de apelar às bases para meter isto na ordem. A JSD vai ter de ser uma frente revolucionária para meter o PSD na ordem se não tiver juízo depois das eleições internas e nós não podemos desistir do PSD ser o tal partido hegemónico», declarou.

«Se não formos hegemónicos, a Madeira está perdida, se isto entrar no multipartidarismo estamos arrumados e a autonomia também esta perdida», acrescentou.

«Já sabem, podem contar com o Alberto João se, depois das eleições internas o partido continuar sem juízo, temos todos de nos mobilizar e meter isto na ordem e, aí, podem crer, que apesar dos meus 71 anos, o Alberto João há de aparecer como se tivesse 19 anos», avisou.

Alberto João Jardim defendeu mais autonomia para a Madeira, um sistema fiscal próprio para a Região e uma revisão constitucional para reformar o Estado e dar mais competências autonómicas e anunciou que em junho dará uma conferência de imprensa em Lisboa onde dará a conhecer o «deve e haver» entre o Estado e a Região, um estudo que está a ser elaborado pelo Centro de Estudos de História do Atlântico.

O novo presidente da JSD-M, Rómulo Coelho, pediu unidade e «racionalização» nas candidaturas à liderança do partido e criticou «o desgaste de energias» e as «vaidades e os jogos pessoais».

A lista «A» e única, liderada por Rómulo Coelho, ganhou o XX Congresso Regional da JSD-M ao obter 118 votos dos 127 votantes. Os eleitores inscritos eram 318.