O presidente do Governo Regional da Madeira defende que a reforma do Estado deve passar por «acabar com a péssima organização que tem o Estado português», para o que é necessária «uma revisão constitucional».

Ao intervir na cerimónia dos 46 anos da Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira, Alberto João Jardim reiterou, ainda, as críticas à política do Governo da República para o combate à crise económica e financeira do país, considerando que Portugal «tarda a entrar no rumo certo».

«Já expliquei várias vezes que o caminho está errado. Já disse que isto passa pela reorganização da dívida, pelo aumento da procura e pela reforma do Estado, mas a reforma do Estado não é cortar nos salários e nas pensões, a reforma do Estado é acabar com a péssima organização que tem o Estado português e, para isso, é preciso uma revisão Constitucional», disse.

Jardim criticou, também, o «abandono» durante anos da vertente profissional na Educação e considerou «idiotice» os preconceitos relativamente ao ensino privado.

A Escola Hoteleira, com gestão privada da CELFF desde 2010, tem 458 alunos e desenvolve parcerias em Timor, Moçambique, Angola, Cabo Verde e Venezuela.

O CELFF engloba ainda as escolas Infante D. Henrique, de Línguas e a Profissional do Atlântico, num universo de 300 colaboradores e de 2.100 alunos.