O presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, justificou, esta terça-feira, a proposta de extinção o Tribunal Constitucional (TC) apresentada pelo PSD do arquipélago como uma resposta aos partidos que querem deixar tudo na mesma.

«Os partidos da esquerda querem mudança mas, quando se fala do Tribunal Constitucional, já é outra coisa. Os da direita falam em reforma do Estado, que é cortar nos salários e nas pensões. Isto é tudo uma hipocrisia», afirmou Jardim durante a Festa-Comício do PSD-Madeira, na Ribeira Brava, para celebrar o dia da Região Autónoma da Madeira.

Alberto João Jardim frisou várias vezes no seu discurso que o país «bateu no fundo» e deixou um recado ao executivo de Pedro Passos Coelho.

«Não quero que venham pessoas de fora mandar em nós. Não somos colonos de Lisboa», alertou.

Perante dezenas de pessoas que assistiram à Festa-Comício, o presidente do Governo Regional relembrou o progresso da Madeira, destacando que a ilha passou de uma situação de «zona mais fraca do país, antes do 25 de abril de 1974, à segunda região mais desenvolvida a nível nacional».

O dia da Madeira foi também referenciado por Alberto João Jardim, que considera ser «tradição» o PSD-Madeira festejar a autonomia da região.

A proposta dos deputados social-democratas eleitos pela Madeira Guilherme Silva, Correia de Jesus e Hugo Velosa foi criticada pelos partidos da oposição e considerada «extemporânea» pelo PSD nacional.