O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, escusou-se esta quarta-feira a revelar o teor das reuniões que manteve com o primeiro-ministro e o Presidente da República, alegando que qualquer publicidade dos encontros pode ser sabotada.

«Eu não costumo publicitar as reuniões em casas das outras pessoas, portanto se houver alguma publicitação será o senhor primeiro-ministro a dar qualquer indicação (...) e também o senhor Presidente da República fez-me o favor de receber mas também não há nada para dizer», esclareceu.

Jardim falava na Quinta Vigia, depois de na terça-feira ter reunido, em Lisboa, com Cavaco Silva e Pedro Passos Coelho.

Alegando «o ambiente de radicalismo político que se vive na Madeira», o governante considerou que «há estratégias que, tornadas públicas, podem ser sabotadas» e é por isso que nada diz sobre o assunto.

Reconheceu que nas reuniões tratou de assuntos pendentes entre a região e a república, mas como afirmou estão dependentes do «partir pedra».

Quanto às eleições europeias, Jardim questionado sobre a possibilidade da região não ter um eurodeputado em posição elegível, respondeu que o problema «é de quem está fazendo as listas».

«A posição da Madeira é entender que não há razões para não termos um candidato elegível», afirmou, avisando que «se há alguém que quer fazer desastres políticos», não será Jardim.

O PSD-Madeira quer recandidatar Nuno Teixeira, atual eurodeputado.