Alberto João Jardim desafiou, esta sexta-feira, os militantes sociais-democratas a elegerem o novo líder do PSD/Madeira à primeira volta. O atual presidente admite que o partido «não aguenta uma segunda-volta».

«O mais aconselhável é que os militantes eleitores do PSD/Madeira elejam logo, em 19 de dezembro, à primeira volta, os novos dirigentes partidários». «O partido não aguenta uma segunda volta, com o mesmo ‘espetáculo’, que será então agravado, na praça pública»


É o que expressa o social-democrata madeirense, num artigo de opinião, publicado no matutino insular Jornal da Madeira.

Na corrida às eleições internas do dia 19, para a liderança do partido e sucessão de Jardim, estão seis candidatos (Miguel Albuquerque, Miguel de Sousa, Manuel António Correia, João Cunha e Silva, Sérgio Marques e Jaime Ramos). O congresso está agendado para 10 de janeiro, nota a Lusa.

O líder do PSD/M já escreveu aos candidatos informando que pretende apresentar a sua demissão a 12 de janeiro ao representante da República, o juiz conselheiro Ireneu Barreto.

No entender do presidente do governo madeirense, o PSD/M também «não aguenta mais a auto crucificação em que erradamente se deixou mergulhar, apesar dos ‘avisos à navegação’, manipulada pelos órgãos de comunicação social dos maiores inimigos de sempre dos autonomistas sociais-democratas».

O líder insular alerta os militantes eleitores para «não se deixarem cair nas atitudes sociológicas erradas», como os clubismos. «O que está em jogo é muito mais sério», argumenta, reforçando: «Nem sequer é só, nem principalmente, o PSD/Madeira. É o futuro do povo madeirense».

Neste artigo intitulado «O que espero dos verdadeiros autonomistas», Jardim condena e sustenta ser necessário «acabar com o espetáculo na praça pública e escolher em consciência» o novo líder do partido na região.

Depois, enuncia que devem conseguir distinguir «quem vai lutar por mais autonomia e não regredir para as mãos de Lisboa», não deixar cair o monopólio da comunicação social nas mãos dos inimigos, ter a coragem de «desafiar e exigir ao Estado que assuma a dívida da Madeira, feita para recuperar da miséria em que os roubos de durante séculos mergulharam colonialmente» os madeirenses.

Nesta lista de requisitos, aponta que devem apoiar quem vai continuar a exigir do Estado o cumprimento do princípio da continuidade territorial, lutar por uma revisão constitucional e cumprir as suas obrigações constitucionais com a Madeira.

«Ajudei a fundar o PSD/Madeira e sou presidente da comissão política até ao dia 09 janeiro», conclui,realçando os últimos 40 anos de vida no arquipélago. O apelo final vai para  «a consciência e liberdade de cada um».