O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, reconheceu nesta segunda-feira que o desemprego jovem «é um problema grave» da Região, mas confessou estar de «mãos atadas» devido às «leis tontas» de Lisboa.

Ao intervir no comício realizado em Câmara de Lobos no âmbito do «Dia da Madeira e das Comunidades Madeirenses», Alberto João Jardim reivindicou «mais autonomia» para que a Região possa adotar medidas específicas de investimento e de combate ao desemprego.

«Nós temos, neste momento, um problema grave de emprego dos jovens na Madeira e eu sinto-me de mãos atadas porque preciso fugir àquelas asneiradas, àquelas leis tontas, àquela pressão dos países mais ricos sobre um Portugal pobre, e tenho as mãos atadas», declarou.

Exemplificando com uma lei da República que exige que os agricultores de 70 anos façam um curso para poderem receber apoios comunitários, o governante madeirense insistiu: «A Madeira não pode estar a receber leis de Lisboa, quase todas elas tontas, porque aquela gente perdeu o juízo. Ainda hoje mexeram em ministros outra vez».

Disse ainda ser a Madeira a região onde a República «tem mais funcionários, por cabeça, vindos de Lisboa para vigiar».

«Não precisamos de vigias, não precisamos de tutelas, o que precisamos é de criar emprego aos jovens que precisam de emprego e não têm por causa das leis tontas de Lisboa», vociferou, prosseguindo: «Se a nossa autonomia fosse aquela que sempre defendi, nós não estávamos sujeitos a estas coisas».

Numa alusão às eleições autárquicas de 29 de setembro, Alberto João Jardim apelou aos madeirenses para que escolham «os melhores», para que, ao seu lado, «possam resistir a Lisboa».

O PSD-M apresenta como candidato à presidência do município de Câmara de Lobos o economista Pedro Coelho, que promete «abrir as portas dos gabinetes para ouvir as pessoas», numa política de proximidade.