O presidente demissionário do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse esta quarta-feira, que Portugal precisa de uma «revolução tranquila».

Alberto João Jardim fez esta observação durante uma visita a vários serviços do Hospital Dr. Nélio Mendonça onde comentou a decisão do Tribunal Constitucional (TC) que terça-feira indeferiu todos os recursos relativos às eleições regionais na Madeira, incluindo os que pediam uma nova contagem dos votos, deixando incólume a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

«Neste país toda a gente protesta mas tudo isto é uma fantochada e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) é uma peça de um sistema que está montado, esta de raiz estalinista da Constituição de 76, e o sistema é, apesar dos discursos diferentes dos partidos, todos são do sistema», disse, concluindo que «os partidos, hoje, são peças decorativas enquanto não aparecer nada de novo».

«Eu sempre fui o homem da revolução tranquila, eu não precisei de fazer nenhuma renovação [lema da candidatura do atual líder do PSD-M, Miguel Albuquerque], fiz uma revolução em vez de uma renovação e fiz uma revolução tranquila e vou continuar no caminho da revolução tranquila. É preciso haver uma revolução tranquila em Portugal», destacou.

Alberto João Jardim manifestou ainda esperar que o novo secretário regional dos Assuntos Sociais do XII Governo Regional, Manuel Brito, «corrija o erro» de não ter melhorado as urgências quando era diretor do Hospital: «É responsável pela situação em que a urgência está, espero que corrija o erro».

O presidente demissionário do Governo Regional da Madeira visitou esta quarta-feira vários serviços do Hospital Dr. Nélio Mendonça que foram alvo de obras de ampliação e remodelação.

Entre os locais que visitou consta o novo serviço de cirurgia do ambulatório composto por um bloco operatório com quatro salas, sala de recobro com 19 camas e respetivas áreas de apoio; a Unidade de Hemodiálise que passou a dispor de mais 12 postos de tratamento, sala polivalente, recobro e área de apoio médico e a remodelação da urgência pediátrica bem como o novo espaço de receção do serviço de Urgência que foram ampliados, duplicando a sua capacidade de funcionamento.

As obras representaram um investimento de 3,4 milhões de euros.