O presidente do Governo Regional da Madeira diz que governará até ao final do mandato (outubro de 2015), mesmo que o Presidente da República não aceite a sua solução para o executivo do arquipélago.

«Se é definitivo que não concorro à presidência do partido caso a eleição seja em dezembro, na eventualidade de o Senhor Presidente da República não aceitar a mudança de presidente do Governo e pretender eleições antecipadas - o que seria um 'golpe de Estado constitucional' tal como o de Sampaio - eu estou disposto a levar o mandato de governo até ao fim», escreve Alberto João Jardim, nesta segunda-feira, num artigo publicado no Jornal da Madeira.

«Mas só se o novo presidente do PSD/M assim quiser e não desejar também eleições antecipadas, para além, óbvio, da aceitação pela maioria no Parlamento regional», acrescentou ainda.

No artigo de opinião, Jardim defende eleições internas no PSD/M no final do ano e «não agora» por ser «o tempo estatutário normal».

«O líder a ser então eleito deve assumir a presidência do Governo Regional da Madeira, legitimado pela maioria parlamentar absoluta, eleita constitucionalmente pelo povo madeirense até outubro de 2015, o que permitirá aos eleitores observá-lo e examiná-lo durante dez meses, depois votando livremente e em consciência», argumentou.

O novo líder assumiria o lugar de presidente do Governo Regional «sem eleições regionais antecipadas».

«Tudo em perfeitas normalidade e estabilidade constitucionais», assegurou.