O presidente do governo regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse esta sexta-feira, no Funchal, que os atentados terroristas em França reforçaram as suas convicções a favor da liberdade de imprensa e contra os fundamentalismos.

«O que aconteceu em França reforçou as minhas convicções contra toda e qualquer espécie de fundamentalismo, seja político, seja religioso, e reforçou as minhas convicções quanto à liberdade de imprensa, quando a imprensa é honesta, obviamente», salientou Alberto João Jardim à margem da inauguração duma residência assistida para idosos, em Santa Rita, no concelho do Funchal.


França registou, desde quarta-feira, quatro incidentes violentos, que começaram com um atentado à sede do jornal «Charlie Hebdo», em Paris, provocando 12 mortos (10 jornalistas e cartoonistas e dois polícias) e 11 feridos.

Os dois suspeitos, os irmãos Said Kouachi e Cherif Kouachi, de 32 e 34 anos, foram mortos esta sexta-feira na sequência do ataque de forças de elite francesas à gráfica, em Dammartin-en-Goële, nos arredores da cidade, onde se barricaram.

Na quinta-feira, foi morta uma agente da polícia municipal, a sul de Paris, e fontes policiais estabeleceram «uma conexão» entre os dois jihadistas suspeitos do atentado ao «Charlie Hebdo» e o presumível assassino.

Também esta sexta-feira, ao fim da manhã, pelo menos quatro pessoas foram mortas numa loja kosher (judaica) do leste de Paris, numa tomada de reféns, incluindo o autor do sequestro, que foi igualmente morto durante a operação policial.

Fontes policiais citadas pelos media franceses dizem que este homem é provavelmente o mesmo que matou a polícia municipal.