O antigo presidente do Governo Regional da Madeira Alberto João Jardim afirmou esta sexta-feira que é preciso “tirar lições” dos “fundamentalismos pseudo-culturais” que impedem a reabilitação de prédios devolutos e de limpeza de matas, referindo-se aos incêndios na ilha.

É necessário retirar lições das consequências de fundamentalismo pseudo-culturais, ditos de ‘ordenamento’, que criam zonas altamente combustíveis em prédios abandonados, por não os deixarem ser atrativos em termos de investimento para a sua reabilitação”, escreveu Alberto João Jardim, na sua página do Facebook.

Na mensagem, Alberto João Jardim critica também o “fundamentalismo sobre a propriedade privada que impede a limpeza das respetivas matas”.

“Questões que nos valeram feroz oposição”, salientou.

Para Alberto João Jardim, a hora é de “todo o povo agradecer o esforço heroico dos bombeiros, bem como a louvável intervenção das Forças Armadas e das Forças de Segurança, assim como dos trabalhadores de todos os serviços e empresas cooperantes e ainda das instituições de voluntariado e de solidariedade social”.

E, com justiça, louve-se igualmente o empenho e o esforço das autoridades regionais, autárquicas e nacionais”, concluiu, na mensagem, onde recorda todo o trabalho dos seus governos, incluindo para a criação da Proteção Civil e construção de novos quartéis de bombeiros.

Os incêndios registados no concelho do Funchal provocaram três mortos e a destruição em edifícios públicos e privados avaliados em 55 milhões de euros.

As chamas obrigaram à evacuação de casas, hospitais, lares, hotéis e outros espaços.

As autoridades ainda estão a contabilizar danos e a definir formas de resolver os casos dos cerca de mil desalojados.