«Vamos ganhar as eleições porque somos melhores». O ministro da Defesa não tem dúvidas que os portugueses vão renovar a confiança no atual Governo para comandar os destinos da nação. E não porque o Executivo liderado por Passos Coelho é menos mau, mas sim porque é melhor. 

Não se ficou por aí. Continuou o ataque a António Costa, acusando o seu PS de «falta de ideias». Depois, desvalorizou o partido: «Não temos de estar preocupados em saber se o líder do PS é o António José Seguro ou o António Costa. O que nos deve a nós preocupar é o que temos de fazer nos próximos quatro anos. Temos de consolidar todas as mudanças que fomos capazes de fazer».

O ministro falava durante as jornadas da maioria parlamentar PSD/CDS-PP, que decorrem na Assembleia da República. Não mencionou sobre como vão os dois partidos apresentar-se às eleições legislativas previstas para 2015: em coligação ou separados.

Depois de falar do setor da defesa, teceu elogios ao Governo, dizendo que foram feitas «verdadeiras reformas estruturais» e que se operou «uma mudança de mentalidades no país» e uma «alteração do modelo de desenvolvimento económico». Alguns «campeões nacionais» ficaram para trás nesse processo, atirou.

«Há quatro anos, a ideia para gerar riqueza assentava sobretudo na construção, nas grandes obras públicas e privadas, era um modelo de desenvolvimento assente em cinco ou seis grandes campeões nacionais, que arrastavam consigo muitas outras empresas de pequena e média dimensão. Quatro anos depois, a verdade é que alguns desses campeões ficaram para trás, mas o resto dos milhares de empresas continuam a fazer pela vida, a serem mais eficazes, a venderem mais e a exportarem mais».

O ministro da Defesa alegou que «o Governo criou uma nova doutrina, que ultrapassa a pura lógica partidária», e que «a partir de agora, nenhum Governo no futuro poderá voltar a ganhar eleições prometendo autoestradas ou de uma forma simples dizendo que vai reduzir impostos, seja de que partido for».