O ministro da Defesa afirmou, esta segunda-feira, que a forma como Portugal vai participar na coligação internacional contra o Estado Islâmico ainda está a ser avaliada e sublinhou que «se houvesse» uma participação militar teria que ser autorizada.

«Portugal tem várias hipóteses, de cariz humanitário, de cariz logístico, de treino e formação, com ou sem a lógica de intervenção militar, essa é uma matéria que ainda está a ser objeto de avaliação», afirmou Aguiar-Branco.

O ministro falava em declarações à Agência Lusa a partir da cidade de Arequipa, Peru, onde termina esta terça-feira a XI Conferência de Ministros da Defesa das Américas, na qual participou como observador convidado.

O ministro da Defesa Nacional frisou que «é indiscutível, do ponto de vista da solidariedade e da posição política», de que lado é que Portugal está mas a «intervenção em concreto ainda não está definida». «Julgo que haverá um largo consenso sobre esta matéria», afirmou.

Questionado sobre se o envio de militares portugueses está a ser equacionado, Aguiar-Branco reiterou que não há qualquer decisão e frisou que «se houvesse» teria que passar pelo Conselho Superior de Defesa Nacional. «Se ela tivesse que acontecer, terá que passar pelo Conselho Superior de Defesa Nacional, seria aí em última análise a autorização para o efeito», disse.