O ministro da Defesa afirmou que o seu ministério «esteve sempre na primeira linha» das reformas e tomou as medidas necessárias enquanto a troika estava em Portugal, apontando como objetivo orçamental atingir 1,2% do PIB neste setor.

«O nosso pós-troika foi trabalhado durante o momento em que a troika lá estava [em Portugal] e por isso é que a reforma que apresentámos está em linha com o esforço que já vinha sendo feito anteriormente», afirmou José Pedro Aguiar-Branco, aos jornalistas portugueses em Bruxelas, à margem de uma reunião ministerial da NATO.

O governante português adiantou que na reunião do Conselho do Atlântico Norte, em que se sentam os ministros da Defesa de 28 países (Europa e Estados Unidos), houve um «sentimento uniforme» para «reforçar os orçamentos de Defesa, ainda mais agora que a Europa parece estar a ultrapassar de forma sustentável a crise que atravessou».

«A tónica geral das intervenções foi no sentido de que é preciso que aconteça um investimento melhor na Defesa», acrescentou, notando que «não importa só a dimensão da quantidade», mas «também a dimensão da qualidade».

«O ministério da Defesa tem contribuído, como todos os outros ministérios, e nomeadamente os militares, para o esforço coletivo nacional que temos feito ao longo destes três anos, nós estivemos sempre na primeira linha da reforma, a reforma que estamos a executar permite ter ganhos de eficácia com orçamentos que se situam dentro daquilo que é possível Portugal gastar na área da Defesa», declarou.

José Pedro Aguiar-Branco referiu que a «Reforma 2020», apresentada durante o seu mandato, estabelece «uma métrica que permite maior capacidade operacional ao nível da intervenção das nossas Forças Armadas», com «uma lógica de valor orçamental que se situa nos 1,1% do PIB», podendo variar 0,1 pontos percentuais a mais ou a menos, consoante as condições orçamentais.

«Assim que haja condições de estabilidade do ponto de vista do que são as nossas contas públicas é essa a métrica e objetivo da reforma 2020», disse.

A propósito da discussão sobre a Ucrânia, que Aguiar-Branco disse ter dominado boa parte dos encontros em Bruxelas, o ministro disse que «Portugal irá contribuir com seis aviões F-16» para policiamento aéreo na zona do Báltico, durante o último trimestre deste ano.