O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, adiou uma deslocação ao Mali, prevista para a próxima segunda-feira, devido à instabilidade no país, cuja expressão mais visível foi um atentado num restaurante onde estavam militares portugueses.

«Face aos últimos acontecimentos, no Mali, o ministro da Defesa Nacional foi aconselhado, pelas entidades competentes, a não realizar a visita nesta altura. Será ponderada uma nova data para a realização da mesma», explicou fonte do gabinete de Aguiar-Branco, que acrescentou que se mantém a deslocação prevista à Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe na próxima semana, noticia a Lusa.

Na madrugada de sábado, um homem armado entrou num restaurante da capital do país, Bamako, disparando contra as pessoas que se encontravam no interior, provocando cinco mortos: um francês, um belga e três malianos.

Um grupo de militares portugueses estava no restaurante atacado na madrugada de sábado e um dos portugueses sofreu ferimentos ligeiros devido a uma queda, adiantou um comunicado do porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) emitido no domingo.

A força da Organização das Nações Unidas (ONU) no Mali integra atualmente 47 militares portugueses, que se encontram no país desde janeiro numa missão militar com a duração de quatro meses.

O objetivo da missão é apoiar a população em questões relacionadas com o transporte de cargas, com o reabastecimento de víveres e apoio sanitário.