O ministro da Defesa afirmou esta quarta-feira que a estrutura do seu ministério e das Forças Armadas tem «pela primeira vez em democracia um quadro coerente», apoiada na revisão do Conceito Estratégico, das leis orgânicas e de programação militar.

As palavras de José Pedro Aguiar-Branco foram proferidas na cerimónia de tomada de posse do novo diretor-geral de Recursos do Ministério da Defesa, Alberto Coelho, e dos dois subdiretores, major-general Henrique Macedo (com o pelouro do Armamento) e a jurista Maria da Luz Passanha (com o pelouro do Património).

Com o Salão Nobre do Ministério da Defesa completamente cheio e perante os quatro chefes militares, o governante apontou as reformas neste setor como «um exemplo para o país», que contrasta com muitas «proclamações» feitas «noutras áreas».

Na sua intervenção Aguiar-Branco defendeu que «pela primeira vez em democracia», as Forças Armadas possuem «um quadro [legislativo] que é coerente» e vivem uma «situação estável» em que sabem «as linhas com que se cosem».

Neste contexto, o ministro da Defesa afirmou que as reformas do Conceito Estratégico de Defesa e das leis orgânicas e de programação militar têm como objetivo alcançar «a grande prioridade» que «sempre disse»: Aumentar a capacidade operacional das Forças Armadas.

José Pedro Aguiar-Branco referiu que a nova Direção-Geral de Recursos é «o ponto de passagem para novos desafios» e que esta reforma orgânica «foi feita com as pessoas» que integram a estrutura do Ministério da Defesa.

O ministro da Defesa garantiu ainda «disponibilidade e empenho pessoal» até ao fim do mandato para terminar todos os ‘dossiês' em curso e para «que se ultrapassem todos os obstáculos».

«A porta do meu gabinete está sempre aberta», declarou.

A Direção-Geral de Recursos resulta da fusão das direções-gerais de Pessoal e Recrutamento Militar e de Armamento e Infraestruturas de Defesa.

Nesta cerimónia no Ministério da Defesa tomou ainda posse como subsecretário-geral do Ministério o contra-almirante Gameiro Marques (renovação de mandato) e foi condecorado o ex-diretor-geral de Armamento e Infraestruturas, tenente-general Gravilha Chambel.

O ministro da Defesa não prestou declarações aos jornalistas.