O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, considerou esta terça-feira que o possível aumento do salário mínimo nacional, admitido pelo primeiro-ministro, decorre da mudança das circunstâncias económicas do país e não de uma mudança de opinião.

«Não há uma mudança de opinião, há uma mudança das circunstâncias e isso deve-nos encher de otimismo e de esperança, porque significa que a situação de Portugal é hoje diferente daquela que era há uns meses», afirmou Aguiar-Branco.

O ministro da Defesa Nacional falava aos jornalistas no ministério da Defesa, em Lisboa, após ser questionado sobre a possibilidade de o Governo aumentar o Salário Mínimo Nacional (SMN), à margem da posse do bispo das Forças Armadas como capelão-chefe da instituição militar.

Questionado pelos jornalistas, o ministro da Defesa recusou que a proximidade das eleições europeias, em maio, tenha levado o Governo a discutir o tema, reforçando o significado «dos indicadores económicos».

José Pedro Aguiar-Branco destacou que coincidem «os indicadores que mostram que a taxa de desemprego tem sucessivamente baixado», que o crescimento económico está «a evoluir, e que as taxas de juro têm permitido que Portugal tenha condições para pagar os juros muitíssimo melhores do que há três anos».

A subida do valor do SMN, atualmente nos 485 euros, foi admitida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no domingo