O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, disse hoje que o apelo a uma revisão constitucional mais abrangente reflete uma «posição pessoal» que defende há anos, reiterando que é um dos «grandes objetivos» que o país devia atingir.

Em visita oficial à Turquia, e um dia depois de falar no tema em Lisboa, Aguiar-Branco disse hoje, em declarações aos jornalistas, que defende «há anos» uma revisão mais profunda da Constituição para «libertar a sociedade civil».

«O que eu disse não é uma novidade no meu pensamento, já o tinha dito há cerca de dois, três anos na [cerimónia comemorativa] 25 de abril em representação do PSD. Disse que um dos grandes objetivos que devíamos atingir tendo em vista a libertação da sociedade civil era precisamente a revisão constitucional», reiterou.

Aguiar-Branco afirmou que «o povo de 2014 não tem menos legitimidade do que o povo de 1974 ou de 1980 no que diz respeito a forma como deseja ver a sua dimensão constitucional», reiterando que se trata de uma posição pessoal que não compromete o Governo.

Para Aguiar-Branco, se uma Constituição «for muito espartilhada» do ponto de vista programático, «limita a liberdade de, numa determinada época, o povo ter a sua expressão».

Questionado sobre que áreas em concreto deviam na sua opinião ser alvo de revisão, Aguiar-Branco escusou-se a especificar, referindo que, do ponto de vista programático, «há muito a fazer».