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Defesa: Aguiar-Branco não comenta declarações de bispo

D. Januário Torgal Ferreira disse que começa a sentir a dor que «antecede as quedas de regime»

Por: tvi24  |  9- 2- 2012  18: 21

Aguiar Branco

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O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, disse hoje que «cada um assume as responsabilidades do que diz», escusando-se a comentar as declarações do bispo das Forças Armadas, que argumentou que a injustiça no uso do dinheiro pode levar à queda do Governo, noticia a Lusa.

Em declarações à TSF, Januário Torgal Ferreira afirmou que o dinheiro em Portugal tem sido usado «para muito disparate e muita injustiça» e para o favorecimento de alguns, o que pode levar à queda do Governo.

O bispo assumiu começar a sentir a dor que «antecede as quedas de regime».

Depois de encerrar a conferência «Portugal e o Norte da Europa», o ministro José Pedro Aguiar-Branco referiu que a «liberdade de expressão» caracteriza a democracia portuguesa.

«Eu não tenho que comentar as declarações do senhor D. Januário (Torgal). A liberdade de expressão é, e bem, uma das razões da nossa democracia e cada um assume a responsabilidade do que diz», afirmou aos jornalistas.

Questionado sobre a disponibilidade para receber as associações de militares, o ministro referiu ter esgotado o assunto no «momento oportuno: na semana passada e ontem».

«Não tenho mais nada a juntar em relação a essa matéria. Estamos preocupados em fazer reformas nas Forças Armadas, em torná-las sustentáveis, a trabalhar com as chefias para encontrar repostas aos problemas e estamos confiantes que as vamos encontrar», respondeu.

Na quarta-feira foi divulgada uma carta aberta em que a Associação dos Oficiais das Forças Armadas considera que «nada obriga» os oficiais das Forças Armadas a «serem submissos, acomodados (...) ignorantes e apolíticos». Em resposta, o ministro recusou dar «protagonismo a quem quer instrumentalizar cerca de 1.500 associados para fins de natureza política».

Esta tarde, Aguiar-Branco afirmou ter uma «visão positiva e não depressiva» e que acredita que as dificuldades serão ultrapassadas no país e na Defesa.

«Nós fazemos depressa, sem ser à pressa para fazer bem. Quando tivermos as soluções encontradas são para ser executadas e não para ter um momento na comunicação social», disse.

O titular da Defesa anunciou que está para «muito em breve» o decreto-lei sobre a comissão instaladora do hospital único das Forças Armadas.

Aguiar-Branco defendeu que «três meses não são muito tempo» neste processo do novo hospital, que foi definido pela primeira vez no «Conselho da Revolução, há 36 anos».

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