O PCP acusou, esta quarta-feira, a maioria PSD/CDS, mas também o PS, de «fraude» ao subscreverem o acordo com a troika. Posição assumida na sessão solene comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República, aproveitada pelas bancadas da oposição para fazerem críticas ao executivo PSD/CDS.

Por parte do PCP, Agostinho Lopes sustentou que o acordo assinado por Portugal com a troika (subscrito por PS, PSD e CDS) «representa um ajuste de contas com Abril» e rejeitou a tese de que a recuperação da soberania económica passe pelo saneamento das contas públicas.

«É uma fraude política e uma blasfémia política. É como se o caminho para resistir a Castela em 1383/1385 passasse por fugir a Aljubarrota; como se o caminho para afirmar a independência nacional em 1580 passasse pela aceitação do jugo filipino; como se o caminho em 1808 fosse a fuga para o Brasil e a colaboração com os ocupantes e não a resistência às invasões napoleónicas», declarou Agostinho Lopes.

Agostinho Lopes fez também uma alusão indireta à controvérsia em torno das presenças na sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República.

«Permitam que saúde a festa de Abril nesta Assembleia da República, que não poderá deixar de ser, como são hoje as ruas e praças de Portugal, uma casa de Abril», vincou, recebendo palmas da bancada comunista.