O PCP prometeu hoje combate ao aumento das contribuições para a ADSE e ao alargamento da base de incidência da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), acusando o Governo de atuar como um conselho de administração dos poderosos.

Esta posição foi assumida por Armindo Miranda, membro da Comissão Política do PCP, depois de o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, ter anunciado que o Governo vai alargar a base de incidência da CES e aumentar as contribuições dos beneficiários da ADSE, até aprovar uma «alteração duradoura» às pensões da Caixa Geral de Aposentações em pagamento.

No final do Conselho de Ministros, Luís Marques Guedes referiu também o entendimento do executivo de que a solução para o chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações não deve passar pelo aumento de impostos.

Para o PCP, depois de tudo o que se passou em 2013, com um agravamento da pobreza e aumento do número de grandes fortunas, «o Governo volta à mesma situação, sacrificando os mesmos de sempre», sobretudo os pensionistas e os trabalhadores.

«Este Governo comporta-se como um conselho administração ao serviço dos banqueiros, dos grupos económicos e de todos os interesses que parasitam no país. Numa altura em que o número de pobres ultrapassa os 2,5 milhões de portugueses, o Governo, em vez de aplicar impostos sobre as grandes fortunas e sobre a grande riqueza, vai novamente tentar rapar nos bolsos onde já não há nada para rapar», sustentou Armindo Miranda.

De acordo com o dirigente comunista, perante estas medidas do Governo, o PCP, «naturalmente, tudo fará para impedir a sua concretização».

«Tudo faremos para travar estas medidas na Assembleia da República e estaremos ao lado dos trabalhadores e dos reformados lutando nas ruas», acrescentou o membro da Comissão Política do PCP.