O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, anunciou esta quinta-feira que o primeiro parlamentar constituinte a receber o diploma com o título de deputado honorário deverá ser o antigo chefe de Estado e primeiro-ministro Mário Soares.

No âmbito das comemorações dos 40 anos da Constituição, todos os deputados constituintes vivos que aprovaram o lei da fundamental a 2 de abril de 1976 vão receber o diploma com o título de deputado honorário, estando inicialmente previsto que o primeiro a ser distinguido fosse o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa cerimónia à parte, no Palácio de Belém, na manhã do dia 14 de abril.

No entanto, e segundo uma entrevista de Ferro Rodrigues à Antena 1, "está também previsto que esse diploma seja entregue", antes mesmo de Marcelo Rebelo de Sousa, a Mário Soares.

Foi concertado com o gabinete do Presidente da República que antes da mesa da Assembleia se dirigir a Belém fará todos os esforços para poder contactar o doutor Mário Soares e entregar-lhe esse diploma de deputado honorário, que foi também constituinte, e esperemos que as condições de saúde assim o permitam", explicou Ferro Rodrigues.

A cerimónia para entrega dos diplomas aos restantes constituintes vivos que aprovaram a Constituição da República Portuguesa a 02 de abril de 1976 decorre no parlamento, no dia 14 de abril, da parte da tarde, depois da sessão plenária.

Na mesma entrevista, o socialista disse acreditar que "há condições para a levar até ao fim" a atual legislatura porque "neste momento é mais aquilo que une o país do que aquilo que o separa".

Há aqui um caminho para se poder trilhar em conjunto e o Presidente da República tem um papel essencial e tem demonstrado por palavras e atos estar mobilizado para essa causa nacional", evidenciou.

Para o Presidente da Assembleia da República, é "necessário aumentar as incompatibilidades e em paralelo dar condições mais positivas para o exercício de funções, sobretudo em exclusividade no Governo e na Assembleia da República".

Questionado sobre se passa pelo aumento de salários, Ferro Rodrigues considerou que esta questão "é um problema estrutural e que não se resolve carregando num botão e num dia fazendo aumentos, mas programando a médio prazo uma solução para que, para a Assembleia da República, vão os melhores e não os medianos como começa a acontecer", considerando que este é um tema que deverá avançar na atual legislatura.