O primeiro-ministro António Costa chegou ao início da manhã à Cimeira do Clima em Paris. Para além de António Costa, Portugal faz-se representar pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

O chefe do Governo não vai discursar na conferência pois, segundo contou o ministro do Ambiente, em declarações à TSF, o anterior governo não se inscreveu dentro da data e o novo executivo tomou posse apenas na semana passada.

João Pedro Matos Fernandes explicou ainda à TSF que o objetivo de Portugal é contribuir para o sucesso da conferência. O ministro considera que o encontro pode ser muito diferente das anteriores, com um trabalho já feito por todos os países e lembrou que Portugal é dos que "mais tem feito" nesta luta.

A Cimeira do Clima junta quase 200 países, em Paris, para uma discussão sobre as alterações climáticas, num evento de alto nível e apertada segurança, decorridas pouco mais de duas semanas dos  atentados que mataram 130 pessoas e que lançaram o pânico na capital francesa. 

A receber os representantes dos vários estados estão Ban Ki-Moon, secretário-geral das Nações Unidas e François Hollande, o presidente francês.

Depois de muitas tentativas falhadas para definir metas comuns para o futuro, os líderes esperam conseguir um acordo que permita atualizar os compromissos assumidos em 1997, no Protocolo de Quioto. E incluir a China e os Estados Unidos.

O presidente francês, François Hollande, considerou que para a cimeira ser considerada um êxito, o acordo deve fixar “uma trajetória” que evite um aquecimento global superior a dois graus centígrados até ao final do século.

“Com um aquecimento de dois a três graus, as catástrofes multiplicam-se. Acima dos quatro graus, o planeta vai sufocar”, alertou Hollande, numa entrevista publicada hoje pelo jornal “20 Minutes”.

O chefe de Estado sublinhou que os compromissos nacionais sobre a redução de emissões de efeito estufa (até agora 183) levariam ao aquecimento “sensivelmente acima dos dois graus centígrados” e isso “não é aceitável”.