"Eu tenho uma enorme admiração, genuína, pela doutora Maria de Belém, e julgo que a doutora Maria de Belém, como outros candidatos, valorizarão essa disputa [se vier a acontecer]. Julgo que em Portugal precisamos de nos habituar a isso. Habituar a que não há unanimismo, não há candidatos pré-definidos ou pré-vencedores", disse Sampaio da Nóvoa.




"E valorizar o ato das presidenciais, ao mesmo tempo que se valoriza o ato das legislativas, é que as pessoas se apresentem com tempo, que as pessoas sem calculismos a estas presidenciais. Não estejam a fazer contas para a direita ou para a esquerda", afirmou.




"E será suprapartidária até ao fim. Uma candidatura nacional. Uma candidatura que não traga mais fraturas nem conflitualidade", disse.

"Espero ser capaz ir buscar votos a todo o lado e a todos os que se reconhecem nesta carta de princípios. Neste momento haverá ter mais de 5.000 assinaturas e esperamos ter isto [formalização da candidatura junto do Tribunal Constitucional] pronto dentro de muito pouco tempo", acrescentou.




"Fica uma situação muito complicada para todos nós enquanto projeto político, porque um projeto político exige ter confiança. Exige ter uma base de solidariedade. Ter confiança nos nossos parceiros", defendeu, tendo citado a este propósito e da crise por várias vezes o nome do papa Francisco.

"Quando ele chama a atenção para esta economia que mata, para uma tensão crescente entre uma ditadura financeira que ninguém controla. Isto cria uma situação de tensão e conflitualidade, de guerra, que é na verdade o início de uma guerra, uma III Guerra Mundial, que não é uma guerra tradicional mas é uma verdadeira guerra que está acontecer hoje em todo o mundo", concluiu.