Ferro Rodrigues defende que o PS tem de «derrotar a agenda populista», afastando-se dos partidos da maioria, porque só uma «clara diferenciação» pode «mobilizar os eleitores» a darem a vitória aos socialistas nas próximas legislativas.

«A agenda da década não é igual à agenda da austeridade e a deriva populista não é derrotada com uma lógica de nos colarmos à direita, achando que os mais próximos de nós são os partidos de direita, designadamente o PSD de Pedro Passos Coelho. Por essa lógica não conseguiremos derrotar a agenda populista, que é uma agenda gravíssima para os portugueses».

 
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Para o líder parlamentar socialista, há «consensos importantes» que podem ser garantidos até às eleições, mas é necessário «combater os populismos», «de diversas origens e cores».
 

«O PS deve contar com todos os democratas, de todas as cores partidárias, venham eles de onde vierem, para combater esses populismos».

 
No entanto, Ferro Rodrigues avisa que não pode valer tudo na campanha eleitoral.
 

«O confronto político não se confunde com políticas do vale tudo. Os portugueses sabem que, aqueles para quem vale tudo na política, na verdade não valem nada politicamente».

 
O líder da bancada do PS alertou para «graves sinais de crise das instituições», exemplificando com o livro de Álvaro Santos Pereira, «Reformar sem medo», no qual o ex-ministro da Economia diz ter sido vítima de «hipocrisia e chantagem» por parte de Paulo Portas. «O que o primeiro-ministro tem a dizer sobre isto? E o Presidente da República?», questionou.

Para Ferro Rodrigues, «o país não aguenta mais cinco anos de enganos e fracassos».

«O Governo falhou todos os objetivos a que se propôs, no plano orçamental, económico e financeiro, e não houve qualquer transformação estrutural na economia portuguesa e no plano social as consequências são dramáticas».

O líder parlamentar espera de um Governo PS «uma atitude negocial nova na Europa», com uma «política de alianças», «contra o seguidismo» de interesses contrários ao do país. «As dívidas dos estados europeus têm de ser colocadas na agenda europeia», apontou. 

Ferro garantiu que, desde que Costa avançou para a corrida à liderança do PS, a situação está «mais dramática em diversos planos» e «é preciso muita coragem para se querer ser primeiro-ministro».
 

«O PS tem de unir-se e estar com um só homem no combate a esta direita que rebenta com o país, esta direita lamentável, que arruína Portugal. É muito bom estarmos unidos e coesos».