A Câmara Municipal de Coimbra decidiu hoje que sete membros do executivo irão exercer funções a tempo inteiro, tendo rejeitado uma proposta do PSD para fixar o número em apenas cinco.

O presidente da Câmara, o socialista Manuel Machado, admitiu aos jornalistas que, à partida, o PS não exclui da atribuição de pelouros nenhum dos vereadores da oposição: CDU, Cidadãos Por Coimbra (CPC) e coligação Por Coimbra (PSD-PPM-MPT), esta liderada pelo anterior presidente social-democrata, João Paulo Barbosa de Melo.

«Neste projeto, todos têm lugar se tiverem vontade de trabalhar» pelo desenvolvimento do município de Coimbra, disse o presidente do município, numa conferência de imprensa para divulgar as deliberações da primeira reunião do executivo que resultou das eleições autárquicas disputadas a 29 de setembro.

Manuel Machado indicou que vai começar de imediato as negociações com vereadores da oposição para que assumam pelouros, a tempo inteiro ou a tempo parcial, e que as escolhas serão divulgadas aos órgãos de comunicação à medida que forem concluídas.

Em Coimbra, o PS ganhou as eleições autárquicas, com cinco mandatos na autarquia, contra quatro da coligação Por Coimbra, um da CDU e um do movimento independente de esquerda CPC, apoiado pelo BE.

O preenchimento dos sete mandatos a tempo inteiro poderá passar por desdobramentos em tempos parciais, segundo Manuel Machado, o que implicaria a atribuição de pelouros a pelo menos um vereador da coligação de direita.

«As negociações vão decorrer nos próximos dias», declarou aos jornalistas.

No mandato da Câmara Municipal do quadriénio 2009/2013, «o número de vereadores em regime de tempo inteiro variou entre cinco a cinco e meio», salienta o vereador Paulo Leitão, do PSD, numa proposta para que fosse de cinco o máximo de eleitos nesta situação.

«O PSD não considera aceitável uma proposta que aumente o número de vereadores em regime de tempo inteiro, defendendo até que haja uma redução do número de vereadores no referido regime», sustentou.

Paulo Leitão e os demais vereadores da coligação Por Coimbra criticam «um injustificado aumento da despesa com honorários de titulares de cargos políticos», no momento em que «muitas das famílias conimbricenses passam por gravíssimas dificuldades».

A proposta apresentada por Paulo Leitão foi rejeitada pelo executivo, que, na sua primeira reunião, aprovou ainda um subsídio de 305 mil euros à exploração dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

«Este financiamento extraordinário visa assegurar o normal funcionamento dos SMTUC», explicou Manuel Machado.

Entre outras deliberações, a Câmara de Coimbra decidiu que todas as sessões ordinárias do executivo serão abertas à presença dos jornalistas.