O eurodeputado e fundador do Partido Democrático Republicano (PDR), Marinho e Pinto, defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, que a Grécia tem «primeiro de ter humildade» para com os credores.

Apesar de simpatizar com o Syriza, Marinho e Pinto considerou, durante um debate, que a Grécia tem «de ter humildade» para com os credores, correndo o risco de estar a «perder uma ótima oportunidade de estabelecer um bloco».

O Governo liderado por Alexis Tsipras poderia criar um bloco com «Itália, França, Espanha, Portugal e até com a Irlanda, mas assim, não», criticou o fundador do PDR, sublinhando que a Grécia "precisa de dinheiro, mas ao mesmo tempo está a «comportar-se como se fosse credora da Europa».

«Esperava do Syriza outra conduta», disse, considerando que a postura do partido que lidera o Governo helénico lhe recorda «a retórica panfletária da esquerda em Portugal».

Segundo Marinho e Pinto, «é fácil fazer boa figura com o dinheiro dos outros», referindo que a Grécia tem hoje «uma dívida de 300 mil milhões», que representa «quase o dobro do seu PIB [Produto Interno Bruto]».

Marinho e Pinto participou no debate «Educação: uma visão do futuro», no departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, promovido pelo Parlamento Europeu e pela Associação Académica de Coimbra, onde também participaram os eurodeputados Miguel Viegas, do PCP, e Francisco Assis, eleito pelo PS.

A posição defendida hoje por Marinho e Pinto contrasta com a declarada após a vitória do Syriza nas eleições gregas, em que a comissão organizadora do Partido Democrático Republicano defendeu que a vitória deste partido era uma "semente que germinará e dará frutos" na Europa.

«A nossa Europa triste não será mais a mesma depois desta grande lição de coragem e dignidade. A construção da Europa solidária, no respeito dos povos, das nações e da cidadania, ganhou um alento inesperado e magnífico», lia-se no comunicado do PDR.