Paula Teixeira da Cruz criticou esta segunda-feira no Parlamento as medidas demagógicas de efeito rápido, mas que ameaçam a sustentabilidade do Estado social. Na sessão solene que assinalou o 42.º aniversário do 25 de Abril, a deputada do PSD deixou muitas farpas ao Governo socialista apoiado pelos partidos mais à esquerda, e lembrou o resgate financeiro de 2011.

"As medidas demagógicas de efeito rápido esgotam-se quando é ameaçada a sustentabilidade do Estado social."

A social-democrata recuou até 2011, ao resgate financeiro, para recordar um país, à altura governado pelo socialista José Sócrates, na "bancarrota". E, à luz deste enquadramento, considerou que "os erros cometem-se com rapidez", mas que se pagam "à custa dos portugueses".

"Os erros cometem-se com uma rapidez estonteante, mas pagam-e muito caro e à custa dos portugueses."

A antiga ministra da Justiça de Pedro Passos Coelho sublinhou ainda que o anterior Governo PSD/CDS-PP fez uma "dolorosa travessia do deserto" que permitiu as medidas de reposição de rendimentos que foram agora incrementadas.

Para Paula Teixeira da Cruz, "sem crescimento caminhamos para o definhamento económico" e "se não houver rigor na Educação espera-nos uma sociedade de facilitismos e mediocridade".

Antes, Nuno Magalhães, do CDS, tinha feito um discurso na mesma linha. O líder da bancada parlamentar dos centristas disse que era preciso construir uma Democracia que não estivesse "à mercê da demagogia" e ter instituições que fossem "imunes ao populismo".

"É preciso construir uma Democracia que não esteja à mercê da demagogia, ter instituições representativas que sejam imunes ao populismo do momento."

O deputado centrista destacou os desafios que o país enfrenta, considerando que, no imediato, o desafio é o Plano de Estabilidade e Crescimento e o Plano Nacional de Reformas. E a esse propósito lembrou a proposta de resolução do CDS para levar ambos a votação no Parlamento.

"O desafio imediato é o Plano de Estabilidade e Crescimento e o Plano Nacional de Reformas. Não sei se ficaremos sozinhos ou acompanhados nesta proposta, mas sei que hoje muitos portugueses nos compreendem: percebem que foram feitos muitos sacrifícios e que não podemos desperdiçar aquilo que fizemos e aquilo que, com dor, conseguimos."