Num ano em que os incêndios não deram tréguas e provocaram mais de uma centena de mortos, e muitos questionaram a atuação do Governo, António Costa dedicou grande parte da mensagem de Natal ao tema.

Não esqueceremos nunca a dor e o sofrimento das pessoas, nem o nível de destruição desta catástrofe. Foi um momento de luto nacional que sofremos coletivamente”, disse o primeiro-ministro na habitual mensagem de Natal do Governo.

O chefe de Governo lembrou também a coragem e o altruísmo de muitos e a enorme onda de solidariedade que mobilizou o país. Agora, diz, é tempo de renascer e tudo fazer para que Portugal não enfrente uma situação semelhante.

Reafirmo, perante os portugueses, o compromisso de fazer tudo o que tem que ser feito para prevenir e evitar, naquilo que é humanamente possível, tragédias como a que vivemos. Melhorando a prevenção, o alerta, o socorro, a capacidade de combater as chamas, mas, sobretudo, a revitalização do interior e o reordenamento da floresta”, afirmou Costa.

Objetivos que acredita serão alcançados com a união de todo: “Em todos os momentos difíceis provámos, coletivamente, que somos capazes de nos superar e vencermos a adversidade. Foi assim que conseguimos virar a página da crise e, dia-a-dia, reconstruir a nossa economia, reconquistar a nossa credibilidade internacional.”

Na mensagem de Natal aos portugueses, António Costa recordou os dados positivos do ano que está prestes a terminar. O crescimento económico, o défice mais baixo da democracia, a saída por procedimento por défice excessivo. Exemplos de um caminho que admite não tem sido fácil, mas não duvida que já está a dar resultados.

“Merecer o reconhecimento da comunidade internacional, permitiu-nos diminuir o peso da nossa divida, reduzir os seus custos libertando, assim recursos para que possamos investir, responsavelmente, na melhoria do nosso sistema de ensino, serviço nacional de saúde, modernização de Portugal (…) a descida das taxas de juro mostra que o caminho que estamos a percorrer é sólido e sustentável. Libertámo-nos da austeridade e conquistámos a credibilidade.  Chegou o tempo de vencer os bloqueios ao nosso desenvolvimento e o emprego está no centro da nossa capacidade de conquistarmos o futuro, não apenas mais mas, sobretudo, melhor emprego.”

Uma mensagem de confiança no futuro foi o que o primeiro-ministro quis deixar aos portugueses. O ano que está à porta o dirá.