O ministro dos Negócios Estrangeiros apela à «classe política», na mensagem de natal divulgada esta quarta-feira, para que garanta o «escrupuloso respeito pelos sacrifícios feitos pelos portugueses» no «caminho de consolidação» que o país tem «pela frente».

Na mensagem, enviada à agência Lusa, Rui Machete afirma: «Reconquistámos a nossa autonomia, recuperámos a nossa credibilidade e começamos já a vislumbrar um futuro mais promissor».

Na missiva, o ministro presta «tributo» aos portugueses radicados no estrangeiro e ao seu «exemplo de coragem, de mérito e de abnegação», bem como ao seu contributo «para o progresso e para a projeção internacional» do país e da língua portuguesa.

«Nos últimos anos, o nosso país atravessou um período de severas restrições, perante a grave crise com que nos defrontámos», reconhece, assinalando, porém, que os portugueses conseguiram «superar» as «dificuldades».

Sobre o atual contexto mundial, o chefe da diplomacia nota uma «grande complexidade e incerteza, com conflitos e ameaças» que se pensava «já ultrapassados», exemplificando com o que se passa na Ucrânia, na Síria e no Iraque.

Denunciando «novas formas de ataque e violação dos direitos fundamentais, com recurso a métodos bárbaros e impiedosos», Machete diz acreditar «que a comunidade internacional saberá responder de forma eficaz» aos desafios.

«Todos eles desafiam os valores universais que são partilhados por povos de diferentes continentes e culturas, colocando em risco as conquistas civilizacionais do respeito pela pessoa humana e seus direitos indeclináveis», realça.

Portugal – garante o ministro – manterá a «vocação universalista e de abertura a todos os povos», privilegiando «o diálogo e a defesa intransigente da dignidade da pessoa humana».

Recordando que, a partir de 01 de janeiro, Portugal assumirá funções como membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Rui Machete sublinha que a eleição resultou «de um intenso trabalho da diplomacia portuguesa».

Por isso, dirige «uma palavra de reconhecimento aos diplomatas e aos trabalhadores dos serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros».