O cabeça de lista do Partido Nacional Renovador (PNR) pelo círculo da Madeira declarou esta quinta-feira que esta estrutura partidária “não é insensível” ao problema da maioria dos refugiados, mas sustentou que Portugal “não tem condições” para os receber.

“Venho aqui esclarecer as opiniões do PNR contra a vinda de refugiados para a Madeira e também para Portugal [continental], não porque as pessoas do PNR são insensíveis ou não tenham sentimentos, porque todos nós temos famílias, todos nós compreendemos a aflição de muitos desses refugiados”, afirmou Álvaro Araújo no âmbito de uma iniciativa da campanha eleitoral, no Largo do Município, no Funchal.


O candidato argumentou que “a maioria [dos refugiados] até é inofensiva e incapaz de fazer mal a alguém,” acrescentando que “o problema está na minoria que poderá causar problemas no futuro à Madeira e a Portugal [continental]”.

Álvaro Araújo mencionou que “estudos internacionais referem que entre 15 e 25 por cento dessa população é extremista, é fanática e está a causar problemas nos seus países”.

E, segundo o candidato do PNR pela Madeira, são esses que “podem causar problemas na região e no país”.

Na sua opinião, “Portugal e a Madeira não têm condições para recebê-los”, visto que estão a enfrentar problemas nacionais relacionados com as pessoas desempregadas, desalojadas e que vivem uma situação de pobreza envergonhada.

“Portando, há que dar prioridade aos nossos e não aos outros, porque pelo mundo fora há muitos países ricos que podem ajudá-los”, opinou.


Álvaro Araújo considerou ainda que os portugueses que queiram ajudar estas pessoas “podem fazer doações ao nível de instituições internacionais de solidariedade”.

“Não somos propriamente contra os refugiados, mas sabemos os riscos que dai advêm”, reforçou, realçando que o PNR é também “a favor de uma intervenção militar nos países de origem do problema, a Síria e o Iraque”.


Na semana passada, o líder do PNR, José Pinto Coelho, comparou a vinda de refugiados para a Europa a uma “invasão islâmica”, afirmando que o Governo deve cuidar dos portugueses. 

Já na segunda-feira, o PNR promoveu esta segunda-feira uma manifestação em frente à representação da Comissão Europeia em Portugal, em Lisboa, onde acusou os políticos europeus de serem responsáveis pelas mortes dos refugiados, pedindo o seu repatriamento.