"Quando testemunhamos estes alarmantes e trágicos desenvolvimentos, temos de reconhecer que nós, os nossos governos e a comunidade internacional, falhámos em atuar da forma correta para elevar as expectativas e liderar o caminho para proteger aqueles que mais precisam", disse Sampaio, de 75 anos, num discurso em inglês.






"Este é também um tempo em que vemos grande descontentamento e descrédito sobre a política e a democracia a pairar sobre muitos países desenvolvidos, nomeadamente na Europa", disse.

Sampaio acredita que "em muitas sociedades, quando a mudança parece bloqueada e as reformas em espera, novas formas subtis de autoritarismo estão a emergir".






"É nosso dever coletivo ser firmes e fornecer um escudo para os indefesos. Temos de levantar a voz pelos direitos humanos e por todos aqueles que estão a sofrer nas zonas de guerra, aqueles que estão em risco, em situações vulneráveis. Não existe outra hipótese além de ter as Nações Unidas a liderar o caminho", concluiu Jorge Sampaio.