O PS apresentou esta quarta-feira os nomes que pretende ouvir na comissão sobre o caso BES, pretendendo os socialistas a presença no parlamento da 'troika', de membros do Governo, da família Espírito Santo e do comentador político Marques Mendes.

De acordo com o requerimento que deu entrada esta quarta-feira na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo, é pedida a audição de diversos elementos do Governo: Paulo Portas, vice-primeiro-ministro, Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças, Paulo Macedo, ministro da Saúde e Pires de Lima, ministro das Finanças, são alguns dos elementos do executivo que os socialistas querem ouvir.

É pedida também a presença da 'troika' na comissão dei inquérito, bem como de diversos responsáveis da supervisão e governação, casos do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, do presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, ou do presidente da bolsa, Luís Laginha de Sousa.

O PS pretende ainda que diversos elementos da família Espírito Santo venham ao parlamento, casos de Ricardo Salgado ou José Maria Ricciardi, bem como outros quadros do BES ou do Grupo Espírito Santo (GES), como Amílcar Pires, Joaquim Goes e Álvaro Sobrinho.

Vítor Bento e outras personalidades ligadas ao Novo Banco e ao 'bad bank' que se gerou são outros nomes que o PS chamou ao parlamento na missiva endereçada ao presidente da comissão, o deputado social-democrata Fernando Negrão.

Por comparação com os nomes chamados por Bloco de Esquerda (BE) e PCP, a maior novidade prende-se com a chamada de Luís Marques Mendes, antigo líder do PSD e comentador político, com o partido a pretender que Mendes desenvolva a forma como soube da solução de resolução do BES.

No total, o PSD tem sete deputados efetivos na comissão de inquérito ao BES, incluindo o presidente, Fernando Negrão, o PS tem cinco parlamentares, PCP e CDS dois e o BE um.

A 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição.

No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas, enquanto no 'banco bom', o banco de transição que foi designado Novo Banco, ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.