A coligação Livre/Tempo de Avançar defendeu esta terça-feira uma redução das propinas no Ensino Superior, apoios à investigação científica nas áreas do ambiente e das energias renováveis e ajuda financeira para empresas que contratem mestres e recém-doutores.

"Somos favoráveis à redução de propinas. Seriamos até, noutras condições económicas, favoráveis à sua eliminação. Não pode continuar esta situação em que os estudantes passam de ano e não se podem inscrever no próximo ano letivo porque não conseguem pagar as propinas. Isso tem que parar", afirmou Rui Tavares, cabeça de lista por Lisboa durante uma ação de campanha em Braga.


No dia em que os sindicatos do Ensino Superior cumprem uma greve e organizaram uma cerimónia simbólica de encerramento do ano letivo, por falta de condições, o Livre/Tempo de Avançar criticou a falta de investimento do Governo no ensino universitário.

"Há uma situação de precariedade no Ensino Superior, cerca de metade dos investigadores e professores são precário, isto no Ensino Superior público, se juntarmos o privado são cerca de 80%", disse.


"Isto numa área em que Portugal tem um futuro à frente, que pode chamar gente, criar a economia mas não chegaremos lá com este desinvestimento e com esta precariedade", alertou.

Segundo explicou Rui tavares, as propostas do Livre/Tempo de Avançar para o Ensino Superior, além da redução do valor das propinas, passam pelo estimulo ao "emprego em setores deficitários do Estado, como na saúde, ligação entre Pequenas e Médias Empresas e universidades, apoio bancário majorado para a contratação de mestres e recém-doutores e pelo apoio à investigação cientifica na área do ambiente e das energias renováveis".

Sobre "outro assunto na ordem do dia", ao anúncio de que a Comissão Europeia desistiu da imposição de quotas aos países da União Europeia para receber refugiados, Rui Tavares mostrou preocupação por aquilo que considerou um "recuo".

"A Comissão Europeia ao voltar atrás está, basicamente, a preparar o caminho para mais situações de emergência e provavelmente para alguma situação de tragédia nas fronteiras externas da união porque a situação se está a agravar", alertou.