A Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu cerca de meia centena de queixas sobre as eleições presidenciais, a maior parte sobre tratamento jornalístico ou propaganda, disse o porta-voz do organismo.

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da CNE adiantou terem recebido poucas queixas na sequência da campanha eleitoral para as presidenciais de dia 24 de janeiro.

“Ao todo tivemos menos de meia centena de queixas. Na semana passada tínhamos 30 e tal, 40. Agora temos menos de meia centena”, adiantou João Almeida.

De acordo com o responsável, a explicação poderá ter a ver com o facto de uma eleição para a Presidência da República ter sempre menos candidatos e menos elementos envolvidos nas ações de campanha do que umas eleições legislativas, por exemplo.

“Uma eleição deste tipo tem um número muito inferior de candidatos, com menos atividades e iniciativas. Uma eleição legislativa tem umas centenas de candidatos no terreno e estas não são assim”, apontou.

João Almeida adiantou que, à semelhança de as queixas apresentadas mais no inicio da campanha, “os temas de maior significado continuam a ser o tratamento jornalístico, embora relativamente poucas, e a propaganda”.

Especificamente sobre a propaganda, o responsável disse que “há bastante menos queixas do que é comum”, já que têm sido umas eleições com bastante menos propaganda de rua.