O PSD quer ouvir com urgência no Parlamento o ministro da Saúde sobre o relatório do Tribunal de Contas que concluiu que, entre 2014 e 2016, ocorreu “uma degradação do acesso dos utentes a consultas” e a cirurgias.

Trata-se de uma situação da maior gravidade, na medida em que evidencia a degradação dos utentes do Serviço Nacional da Saúde (SNS) aos cuidados de saúde que se está a verificar sob a governação do partido socialista”, escreve o grupo parlamentar do PSD no requerimento em que pede a audição urgente ao ministro da Saúde.

O relatório da auditoria do Tribunal de Contas divulgado na terça-feira incidiu no triénio 2014-2016. O Governo de António Costa tomou posse em novembro de 2015.

Mais tempo de espera para uma consulta hospitalar e mais utentes a aguardarem por uma cirurgia entre 2014 e 2016 foram alguns dos aspetos identificados pelo Tribunal de Contas.

De acordo com o relatório da auditoria ao acesso a cuidados de saúde no SNS, que incidiu no triénio 2014-2016, neste período ocorreu “uma degradação do acesso dos utentes a consultas de especialidade hospitalar e à cirurgia programada”.

No seu requerimento, o PSD destaca que houve um aumento do tempo médio de espera para a realização de uma primeira consulta de especialidade hospitalar de 116 para 121 dias e um aumento do número de utentes em lista de espera cirúrgica (mais 27 mil utentes, um aumento de 15%).

O aumento dos tempos de espera dos utentes a aguardar cirurgia no triénio, particularmente no ano de 2016, traduz uma degradação do acesso aos cuidados de saúde”, destaca o PSD, citando o relatório do Tribunal de Contas.