Os deputados da maioria PSD/CDS-PP votaram contra os seis projetos de lei que pretendiam devolver os feriados cortados pelo Governo.

A exceção foi o deputado Ribeiro e Castro (CDS), que se juntou à esquerda para tentar repor o 1 de dezembro e o 5 de outubro.

Os projetos de lei do BE e do PCP, que queriam devolver os quatro feriados, foram rejeitados com os votos contra do PSD e CDS, a abstenção do PS e do deputado do CDS Ribeiro e Castro, e os votos a favor de BE, PCP e PEV.

Os projetos de lei do PS e do PEV, que restabeleciam os feriados do 1 de dezembro e do 5 de outubro, foram rejeitados com os votos contra de PSD e CDS, e os votos a favor de PS, PCP, BE, PEV e do deputado Ribeiro e Castro.

O projeto de lei do PEV, que pretendia a consagração da terça-feira de Carnaval como feriado obrigatório, foi rejeitado com os votos contra de PSD, CDS e PS, e os votos a favor de PEV, PCP e BE.

Já o projeto de lei de Ribeiro e Castro, que defendia a reposição do 1 de dezembro e do 1 de novembro, foi rejeitado com os votos contra do PSD e do CDS, a abstenção de PS, PCP, PEV e BE e o único voto a favor do próprio deputado do CDS.

Durante o debate destes diplomas,o deputado democrata-cristão tinha apelado às bancadas da maioria para saírem «da trincheira», aceitando viabilizar a reposição de alguns feriados.

O CDS, no entanto, demarcou-se desde logo de todas estas iniciativas, deixando a questão para o próximo Governo.

Antes, durante o debate quinzenal, Passos Coelho prometeu que os futuros compradores da TAP estão obrigados a respeitar os acordos de empresa, rejeitando o cenário de despedimentos.
 
O primeiro-ministro admitiu também suscitar a revisão do acordo com os Estados Unidos devido à redução da presença militar na Base das Lajes.
 
Confrontado, pelo Bloco de Esquerda, com a hipótese de travar a venda da PT à Altice, Passos Coelho rejeitou por completo este cenário.
 
Durante a intervenção do PS, o primeiro-ministro foi acusado de estar «isolado», mas assegurou que não se preocupa com isso, «desde que seja para defender o interesse nacional».
 
Os partidos da oposição também quiseram responsabilizar o Governo pela situação nas urgências dos hospitais públicos, mas Passos Coelho não acredita que estes problemas sejam um reflexo das suas políticas.
 
O debate terminou com uma série de votações, das quais se destaca o chumbo da reposição dos feriados.