Garcia Pereira foi suspenso do PCTP/MRPP. O site oficial do partido - Luta Popular - publicou um comunicado datado do dia 10 de outubro, a dar conta da decisão que afeta o secretário-geral Luís Franco e os restantes membros do comité permanente, entre os quais Garcia Pereira, o político mais conhecido.

"Foi ratificada a suspensão do secretário-geral do Partido e dos membros do comité permanente do Comité Central, suspensão que já está em vigor desde o passado dia 6 de Outubro de 2015", lê-se no comunicado

No mesmo site, o órgão central do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses tem, logo à cabeça, um texto com o título "A Derrota Eleitoral do Partido E as Medidas Urgentes a Tomar", datado de 5 de outubro, um dia depois das legislativas.

Isto porque o PCTP/MRPP não elegeu representação parlamentar, "obteve uma votação nacional inferior, em quase três mil votos, à votação nacional do sufrágio legislativo de 2011, perdeu mais de três mil votos no círculo de Lisboa, mais de mil e duzentos votos no concelho da capital, cerca de quatrocentos votos na Região Autónoma da Madeira e, com relação ao sufrágio regional de março passado naquele arquipélago, desapareceram mais de seiscentos votos".
 

"[Isso deve-se] à incompetência, oportunismo e anticomunismo primário do secretário-geral do Partido e dos quatro membros do comité permanente do comité central, que tudo fizeram para sabotar a aplicação do comunismo, do marxismo-leninismo, dos métodos de trabalho, do programa político e da linha de massas que sempre caracterizaram a vida e luta do Partido"

Garcia Pereira e os outros membros suspensos têm até dia 20 para apresentar ao Comité Central um relatório político das suas atividades, "com a respetiva autocrítica".