O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal defendeu, esta segunda-feira, que as legislaturas devem seguir até ao fim, admitindo apenas a antecipação de eleições caso exista acordo entre os partidos e o Presidente da República valide esse hipótese.

«Nós temos defendido, como sempre defendemos, a estabilidade governativa e que as legislaturas se devem cumprir, se o país tiver condições para cumprir até ao final esta legislatura sem perturbações, sem cairmos num pântano político em que o país fique adiado, então esta legislatura deve seguir até ao fim», afirmou o presidente da CIP, António Saraiva, em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita que o Presidente da República ao Centro Equestre Internacional de Alfeizerão, no concelho de Alcobaça, no âmbito do Roteiro para uma Economia Dinâmica.

António Saraiva admitiu, contudo, que se existir acordo entre os partidos e o Presidente da República validar essa possibilidade, as eleições legislativas de 2015 poderão ser antecipadas.

«Se (…) os partidos se entenderem e o senhor Presidente da República validar que é vantajoso para o país antecipar um pouco o calendário das eleições, que isso é desejável pelo orçamento que vem e por questões comunitárias, então que se antecipe a eleição», disse.

A antecipação das eleições legislativas tem sido defendida pelo PS, mas o primeiro-ministro já afastou essa possibilidade.

«Nós respeitaremos os prazos constitucionais e, portanto, não vejo nenhuma razão para que nós não possamos ter as eleições quando elas devem ter lugar. Não vejo nenhuma razão para isso», afirmou na sexta-feira o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, depois do líder parlamentar do PS ter proposto um pacto entre as principais forças políticas, envolvendo o Presidente da República, para antecipar as eleições legislativas.