A União Europeia explicou, esta quinta-feira, que a disponibilidade de meios aéreos para enviar para Portugal é limitada por causa dos graves incêndios florestais que vários Estados-membros enfrentam.

Neste momento, vários Estados-membros estão a enfrentar graves incêndios florestais ou perigo extremos de incêndio florestal. Consequentemente a disponibilidade de aviões é muito limitada”

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Um porta-voz da União Europeia deu esta justificação depois de questionado pela Lusa, acrescentando que “há um número muito limitado daqueles aviões, altamente especializados, e equipas disponíveis em toda a Europa”.

Seja como for, quis destacar a “forte tradição de solidariedade e generosidade entre os Estados-membros” em relação ao combate a incêndios e a disponibilidade de meios. “Os Estados-membros não podem mobilizar mais aviões do que aqueles que realmente têm para si ou para ajudar os seus parceiros europeus”, mas não costumam recusar os pedidos de ajuda.

Portugal acionou quarta-feira o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, na sequência dos fogos que assolam o país. É a sétima vez que o faz desde que o mecanismo existe.

Itália foi o primeiro país a responder, disponibilizando um avião Canadair italiano que virá para Portugal ajudar no combate aos incêndios, bem como Espanha, que enviou dois meios aéreos. Marrocos, apesar de não pertencer à União Europeia, respondeu prontamente ao pedido de auxílio.

O secretário de Estado da Administração Interna lamentou entretanto que França, por exemplo, "tem todos os seus Canadair no chão, porque teve um acidente com um”. 

O porta-voz da UE disse que as autoridades europeias estão em contacto com as autoridades portuguesas e que Portugal também está a ser ajudado com imagens de satélite de incêndios na Madeira através do Serviço de Gestão de Emergência Copernicus da União Europeia.

Esta sexta-feira, foi a vez do presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa ter enviado uma mensagem ao presidente do Parlamento português, assegurando o apoio da instituição no acompanhamento desta "tragédia".

"Em nome da assembleia parlamentar do Conselho da Europa gostaria de expressar as minhas condolências pelas vítimas e à população do seu país depois dos recentes fogos florestais", lê-se na mensagem do presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Pedro Agramunt, a que a Lusa teve acesso.