O líder parlamentar do PSD acusou esta quinta-feira o Governo socialista e os seus "cúmplices" (BE, PCP e PEV) de protagonizarem políticas assentes na meta do défice orçamental, em declaração política na reunião da comissão permanente do parlamento.

"Este Governo das esquerdas prometeu e falhou e, como que por ironia, transformou-se, é hoje, o Governo do défice. O Governo do PCP, BE, PS, é - pasme-se - o Governo do défice. Sabemos que este Governo, aqueles que o apoiam, seus apaniguados e cúmplices das políticas, têm uma nova divisa - o défice, é o princípio e fim de toda a política do Governo", afirmou Luís Montenegro.

Na reunião da comissão permanente da Assembleia da República, o deputado social-democrata aconselhou socialistas, bloquistas, comunistas e ecologistas a se deixarem de "truques", "habilidades".

"Têm de Governar. Não é só ‘geringonçar', sobreviver. Governar é decidir e devia ser cumprir e não é", declarou o presidente do grupo parlamentar do PSD, defendendo que PS, BE, PCP e PEV disfarçam a realidade "com conversa fingida", "hipocrisia" e "sonsice", pois "uns dias Catarina [Martins] simula arrependimento, uns dias Jerónimo [de Sousa] simula nada ter a ver com o Governo e noutros, [António] Costa clama pelas propostas de PSD, aquelas que sempre rejeitou, ignorou e está a reverter".

Luís Montenegro citou ainda declarações da véspera do primeiro-ministro, em visita ao Brasil, classificando-as como "um supremo descaramento".

"Disse que ia repor as pensões que o Governo do PSD e do CDS tinha cortado. Que grande falsidade! Já não há corte de pensões em Portugal desde 2014 e já não há pensões mínimas, sociais e rurais congeladas desde 2011... Agora é que quer vir dizer que não vai cortar!?", questionou.

O líder parlamentar iniciara o discurso afirmando que "o tempo já não é de fazer previsões, é já de apurar alguns resultados, intercalares, mas factuais".

"O Governo das esquerdas prometeu mais crescimento na economia. Estamos a crescer menos do que no ano passado e muito menos do que prevê o orçamento para 2016. Mas não há problema, o primeiro-ministro já disse que o défice vai ficar abaixo de 3%, à volta de 2,5%", ironizou.

Montenegro pautou a sua intervenção pela repetição da frase de que "tudo se vai resolver porque o défice de 2016 vai ficar a baixo de 3%, mais ou menos, quiçá à volta de 2,5%", referindo dados que considera negativos de menos exportações, menos investimento, mais dívida e menos consumo.